Campeonato Mineiro 1932

A Hora e a vez do Galo!

Foto de 28 de agosto de 1932, quando do Atlético enfrentou e venceu o Alves Nogueira por 4x1. Neste jogo o time jogou desfalcado de Maurílio, Nariz, Jairo de Almeida e Dalmy.

 

O Atlético voltou a ser Campeão Mineiro em 1932. Mas o torneio de 32 não contou com a participação do Palestra, América e Vila Nova. Esses clubes discordavam da adoção do profissionalismo, causa amplamente defendida pelo Atlético. Por isso, em Minas Gerais em 1932 houve dois campeonatos e dois campeões. De um lado na liga profissional o Atlético foi coroado campeão.  E do lado da liga amadora o Vila Nova saiu vencedor. Para chegar ao seu segundo bicampeonato, o Atlético fez 12 jogos,  venceu 10 empatou 2  e terminou sem nenhuma derrota. Marcou 41 gols e sofreu 12, deixando um saldo de 29 gols. O artilheiro do time foi Nana com 8 gols.

Mas além do título de 1932, o que mais aconteceu de importante naquele ano foi uma comparação que até hoje se confunde com o nome do Clube.
Em 1932, Belo Horizonte vivia uma febre de rinhas de galo. Junto com essa febre apareceu um galo que era temido e de tão vencedor e popular mereceu ser comparado com o time do Atlético. Era um galo mestiço, meio índio, meio carijó, mas a plumagem preto e branca predominava bem semelhante aos galos da raça carijó. Em uma rinha em que esse galo destruiu o adversário, alguém comentou:

“O Galo não aceita desaforo de ninguém, o Atlético também não!”


Uma outra pessoa retrucou:


“Os dois (o galo e o Atlético) são valentes e vencedores!”


Uma terceira pessoa reafirmou:


“Esse Galo é igual ao time do Atlético!”

Daí para frente, a comparação já estava feita e assimilada, a história foi espalhada e desde aquela época, o time passou a ser chamado, também de Galo Carijó! Com os tempos simplificou-se para apenas GALO!.